DIRIGINDO EM MIAMI

Dirigir nos Estados Unidos é algo até tranquilo, principalmente para quem está acostumado com o trânsito selvagem de Goiânia. Mas alguns detalhes que devem ser seguidos e cumpridos rigorosamente, e se não houver alguém para nós ensinar, eles passam desapercebidos por nós brasileiros e aqui a coisa é bem diferente do Brasil, as leis de trânsito são seguidas a risca e fiscalizadas com rigor pelos policiais e até mesmo pela população.

Um dia estávamos no Road 95, que é uma rodovia muito movimentada de Miami, sendo guiados pelo Google Maps e as vezes o danado fica lento para pensar. Numa bifurcação o aplicativo demorou a mostrar o caminho e eu fiz uma entrada um pouco tardia e brusca. Eu até consegui pegar a via correta, mas quando olhei pelo retrovisor, havia um Dodge preto descaracterizado, porém, cheio de sinais luminosos, conduzido por um policial, ordenando que passemos. Logo pensei: lascou tudo!

Encostei a esquerda da via e o policial veio até a janela do carro, pelo lado do motorista e pediu minha License Drive – nossa CNH. Apresentei o documento e ele solicitou o passaporte. Ele perguntou de onde éramos, respondi Brasil, então ele me disse que o que eu fizera lá atrás estava errado e que eu estava passivo de ser multado. Expliquei que por causa do GPS eu tive que fazer uma curva mais brusca um pouco, fazendo aquela cara do Gato de Botas. Ele disse que eu estava errado e que desta vez eu seria apenas orientado, mas solicitou para que eu não fizesse aquilo ou algo parecido novamente. Devolveu os documentos, fez algumas perguntas sobre o Brasil e nos liberou. Foi totalmente cortez e objetivo.

Aqui nos EUA você pode ser advertido, multado e até ser preso por atitudes no trânsito, que para nós brasileiros possa ser algo até normal, como por exemplo dirigir acima da 90 milhas, que aqui é considerado crime.

Uma dica importante, se por acaso você for abordado por um policial aqui nos EUA, obedeça os comandos dele, estacione onde ele indicar, permaneça com as duas mãos no volante, não desça do carro – a não ser que receba essa ordem, não faça movimentos bruscos ou tente pegar documentos no bolso ou no porta luvas se não for solicitado para que o faça.

Os policiais aqui são extremamente educados, mas os métodos e trabalho deles, são muito diferentes dos métodos brasileiros. Aqui, se houver a presunção de perigo para o policial, ele pode usar sua arma de fogo.

Outra questão importante a ser ressaltada é sobre onde estacionar seu veículo. Aqui é completamente diferente do Brasil. Aqui, se você for por exemplo almoçar num restaurante e se você parar na porta do restaurante do lado, seu carro já está passivo de ser guinchado. 

Na rua ou em estacionamentos públicos, você sempre tem que pagar o estacionamento nas maquininhas que ficam na calçada, caso contrário seu carro será multado ou talvez guinchado. Você pode fazer o pagamento em dinheiro ou com cartão de crédito, basta seguir as instruções na máquina – não é tão fácil assim! O recibo do pagamento, você não precisa colocar no painel do carro, é tudo eletrônico, inclusive a conferência feita pelo fiscal de trânsito, que pode ser um policial, um agente de trânsito ou até mesmo o maldito motorista do guincho. #eduardo 

UM DIA DE BARÃO 

Então um dia decidimos fazer uma extravagância. Juntamos alguns amigos de Goiânia, que estavam em Miami e alugamos um iate para passar o dia. Tudo foi organizando pelo nosso amigo e Personal Concierge, Douglas Ribeiro, que nos conseguiu ótimo preço para esse dia de diversão aquática. 

Como fizemos um rateio da conta entre quatro famílias, o valor ficou acessível e passamos um “dia da barão”, super agradável, entre amigos, com paisagens lindas, ótima comida, bebida de primeira qualidade e claro, um iate super top.

Já estamos em Orlando há quase um mês e a segunda parte de nossa viagem está próxima, onde iremos fazer o tão desejado road trip pelos Estados Unidos! #eduardo 

INDO ÀS COMPRAS EM MIAMI!

Vir a Miami e não ir às compras é como ir à Roma e não ver o Papa e com a ajuda do nosso amigo e Personal Concierge, Douglas Ribeiro, tudo ficou mais fácil e barato. A cidade possui uma infinidade de outlets, mas ele nos indicou os melhores lugares da cidade:

SAWGRASS MALL – é um grande complexo de lojas de várias marcas adoradas e desejadas pelos brasileiros mais consumistas. O local é tão grande que em um dia inteiro, só conseguimos conhecer metade das lojas, a outra metade ficou para a próxima vez que formos lá. Você já sai de lá com vontade de voltar.

Chegamos ao local por volta das 10 horas da manhã e saímos as 22 horas da noite, cansados, mas satisfeitos com a qualidade dos produtos comprados e com a economia feita, já que alguns produtos aqui, como as roupas da Polo Wear, estavam por um preço inacreditável, por exemplo uma calça jeans, que absurdamente, custa aí no Brasil R$ 900,00 Reais, aqui estava sendo vendida por $ 75 Dólares, ou seja, cerca de R$ 240,00. E vários outros produtos e marcas estavam com ótimos preços. #eduardo

Acho que nós nos empolgados um pouquinho com tanta oferta de produtos de boas marcas e compramos tanto que não foi fácil colocar tudo no Camaro. Nós compramos quatro malas grandes e aproveitamos para guardar as compras nelas. Porém, fizemos isso no final das compras. O ideal é comprar as malas no início das compras, ou já trazer uma para ir colocando tudo que comprar e ficar até o final carregando-as consigo.

Soubemos apenas depois que cometemos um erro quando fomos levando as compras para o carro e retornávamos para o shopping. Não recomendamos isso. Corremos o risco de ter o carro arrombado e nossos pertences furtados. Fato que ocorre com frequência com os turistas por aqui, como nos relataram. #rhainna

WALMART – Sei que pode a princípio parecer estranho, numa viagem internacional visitar um supermercado, mas nossa viagem é um pouco atípica pela sua duração – três meses, e pelo seu objetivo, que vai além do de um turista comum, queremos conhecer os principais pontos turísticos da cidade e também tentar entender um pouco da cultura americana, já que vamos percorrer mais de vinte estados americanos.

O Walmart é uma espécie de ícone comercial do país, e quando você entra nele entende o quão grande e cheio de variedades ele é, assim como a econômica americana.

Para não perder muita coisa naquela selva de fileiras, colocamos em prática nosso tirocínio policial e começamos a explorar o labirinto, fazendo fatiamento e progressão. O local estava repleto de pessoas e presumo que os únicos turistas que estavam lá, eram só nos dois mesmo. #eduardo

Mais uma vez ficamos empolgados com tanta variedade e saímos de lá com outra grande quantidade de compras.

Havíamos ouvido tanto sobre a variedade do Walmart, que mesmo sendo muito superior a qualquer hipermercado brasileiro, ficamos meio decepcionados na primeira visita. Acho que havíamos criado muita expectativa. #rhainna 

Mais uma vez a ajuda de um local foi de grande valia. Um amigo brasileiro, residente na cidade, nos indicou outro supermercado da rede, onde fomos na semana seguinte e lá sim nossas expectativas foram atendidas, inclusive haviam armas, munições e artigos de cutelaria à venda nas prateleiras. Isso é o que nos toca😉. Portanto, é bom se informar sobre as lojas da mesma rede que atendem seus interesses antes de simplesmente seguir o Google maps ou waze, que vão apenas te direcionar para o mais próximo do seu local.

Em nossa saga de compras, no terceiro dia fomos para o centro da cidade, que é muito bom para compras, mas segundo informações do nosso amigo Douglas, não é muito legal para ficar dando bobeira. Mas aproveito para dizer que a cidade toda é extremamente segura, limpa, ordeira e organizada. #eduardo

DOWNTOWN (centro da cidade) -compramos tênis, óculos, relógios e perfumes, já que nosso Personal Concierge tem os contatos certos que nos deram ótimos descontos nessas compras, chegando à 45% do valor de cada produto que, em regra, já é muito mais barato que o cobrado no Brasil. No total, foram quase $ 1.000,00 de descontos, o que passa de R$ 3.000,00. Isso graças às parcerias do Douglas e da Royal Premier com os comerciantes. Além disso, nestes locais, os preços são ainda melhores que nos próprios outlets. Inclusive, para nossa decepção encontramos alguns produtos nas lojas de Downtown pela metade do valor que pagamos no Sawgrass😒.

BASSPRO – Este lugar é o paraíso para quem gosta de pescaria, ou para aqueles que como nós, são amantes das armas de fogo. Da primeira vez, fomos na loja do Dolphin Mall e ficamos impressionados. Mas ficamos sabendo de outra BassPro muito em Dania Beach e ficamos ainda mais deslumbrados, pois ela é maior e tem ainda mais variedade que na primeira. Fizemos compras enormes nas duas lojas e mesmo assim não compramos muito do que queríamos por não podermos levar para o Brasil😭😭. Tudo material controlado.

Além de uma variedade de produtos bélicos inexistente no Brasil, os preços são tão menores que nos faz ter depressão. Armas de todos os modelos e marcas, munições, equipamentos táticos, insumos bélicos e até máquina de recarga de municões. Esta é a loja dos sonhos dos atiradores brasileiros e imagino que agradaria demais os pescadores também. Na unidade de Dania Beach, ainda tem um restaurante super estiloso e com um vista maravilhosa de um lago que cerca a loja.

AVENTURA MALL – este é o maior shopping convencional da Florida, fomos lá sem nos programar. Estava a procura de um produto para pele, muito recomendado, e ao pesquisar na internet dizia que eu o encontraria em uma loja naquele shopping, mas não o encontrei!

Era domingo a tarde e havia uma feirinha de guloseimas bem legal lá dentro do shopping. Tinha comidinhas fit e gordices. Eu aproveitei pra degustar quase tudo, só porque #soudessas rsrs…

Neste shopping tem várias lojas de grifes legais mas nada de out lets. Embora nos Estados Unidos, os preços normalmente são muito baratos, se comparados ao que pagamos no Brasil. Tem até  um showroom de automóveis da Tesla, um espetáculo a parte para os amantes de carros.

No segundo piso, tem uma loja chamada Godiva Chocolatier… super recomendo a visita! Um sorvete estupendo e o melhor chocolate com morangos que já comi. Até meu maridinho, que não é fã de doces, gostou muito. 

Sei que está parecendo que eu só penso em comer, mas realmente só comi no Aventura Mall. Inclusive havia muito mais para ser visto mas nós não estávamos inspirados para bater pernas, nem para fazer compras.

Provavelmente voltaremos lá em nossa segunda estada em Miami, e mais uma vez pra comer rsrs… no shopping tem um restaurante chamado cheesecake factory, que é um local obrigatório para turistas. Não conseguimos ir da primeira vez mas certamente ainda iremos.

LINCOLN ROAD MALL – muito mencionado pelas celebridades, é descrito pelos locais como um shopping e me surpreendi quando percebi que se trata de um centro comercial, ou um shopping a céu aberto. Pode ser comparada a Rua Oscar Freire, em São Paulo, que além de lojas badaladas, conta com atrações gastronômicas e atrai turistas à passeio. Durante o dia é ótimo para quem quer fazer compras e a noite ir à um bar ou restaurante legal. Opções não faltam, e o visual impressiona, mas adianto que algumas tem os preços mais salgadinhos.

Pra mim a melhor parte por lá, foram as lojas de maquiagem e produtos de beleza. Comprei produtos reconhecidos pelas maquiadoras brasileiras à preços inacreditáveis. Super recomendo. São tantas lojas legais que fica difícil listar.

BRICKELL CITY CENTRE – recém inaugurado, faz parte do complexo de hoteis East Miami, bem grande, cheio de lojas legais e conta com algumas grifes brasileiras que ainda não tinham lojas em Miami como a Carmen Steffens e Jorge Bischoff, este shopping é um espetáculo porém nada barato e deixa a desejar pela falta de ar condicionado em seus corredores. Miami é uma cidade moooito quente, e praticamente se vive sob ar condicionado. Pessoas como eu, um tanto encaloradas, ficam incomodadas. Mesmo não sendo outlet e tendo apenas lojas de grifes mais caras, para nós brasileiros, compensa por serem valores muito inferiores aos cobrados no Brasil pelas mesmas marcas. Por exemplo, a loja da Victória’s Secret, super compensa comprar lingerie, hidratantes, perfume e até roupas fit… enfim, recomendo conhecerem e tirarem suas conclusões.

WALLGREENS – assim como o Walmart, é no mínimo estranho colocar uma drogaria em nossa relação dos locais de compras. Mas esta rede é muito diferenciada, começando pelos remédios que você pode escolher livremente nas prateleiras, você encontra cosméticos, vestuário, material de papelaria, de limpeza,eletrônicos e até comida e bebida no local😨😨. 

Você vai à farmácia comprar um medicamento e compra tudo que precisa. Além da versatilidade, é possível encontrar a loja com facilidade. Há muitas espalhadas por toda a cidade e no país todo. Perdi as contas de quantas visitas fizemos a elas😁. #rhainna

CIDADE I – MIAMI. O primeiro dia, 4 de julho!

Infelizmente o padrão Brasil de qualidade conseguiu com que perderemos o vôo de Houston no Texas, para Miami na Flórida. Houve atraso no vôo doméstico de Goiânia para São Paulo e atraso também no vôo internacional. Por causa disso pousamos nos Estados Unidos com quase duas horas de atraso e só conseguiríamos chegar ao nosso destino as 18:30, já bem tarde.

Tanta coisa legal acontecendo no país e nós lá no aeroporto exercitando os dedos, mandando mil mensagens por minutos para os amigos e familiares no Brasil. Detalhe, a internet Wi-Fi gratuita do aeroporto de Houston era melhor que a internet da minha casa, de 35 Mega da Net/Claro. Obrigado Brasil!

Nosso Personal Concierge, Douglas Ribeiro, nos buscou no aeroporto e nos levou para o hotel, onde deixamos as malas e corremos para a praia, onde haveria a queima dos fogos de artifício. Mais tarde, quando voltamos para o hotel, decidimos deixá-lo e seguir para a casa que o Douglas conseguiu para nos hospedar. O hotel não era bom e infelizmente a empresa de viagens CVC, nos vendeu algo que não correspondia com a realidade, se você quer saber a novela que foi esse problema do hotel é só clicar aqui. #eduardo

Fomos para a praia ver a queima de fogos, acompanhados pelo Douglas, sua família e um amigo deles. Durou cerca de 30 minutos e tinha muita gente na praia, aqui o Independence Day é o único dia que liberam a queima de fogos, mesmo assim exigem a autorização da prefeitura. Por isso os locais se empolgam bastante e levam suas crianças pra assistir.

Neste vídeo temos o que eles chamam de “Grand Finale”, que é a bateria final e mais intensa de fogos.

Soubemos que por medo de ataques terroristas, muitos não vão a lugares onde se aglomeram muitas pessoas. Mesmo assim era bastante gente. Quando acabou o evento, fomos a uma pizzaria, mas o movimento estava tão grande que teríamos que esperar quase 2 horas pela pizza, desistimos. Fomos a um supermercado chamado Publix – Miami tem vários desta rede – compramos pizza congelada e cerveja e comemos no apartamento mesmo. #rhainna 

A PARTIDA E A CHEGADA 

Saímos de casa com as três imensas horas de antecedência que a empresa pede e fomos para o super moderno e imenso – SQN – Aeroporto Internacional de Goiânia, que de Internacional só tem o nome, já que de lá não sai nenhum vôo para fora do país. Fizemos o check in normalmente, para isso basta levar seu passaporte com visto e obedecer as instruções sobre bagagem despachada – aquela que não vai conosco – e principalmente as bagagens de mão. As regras são as mesmas para todas as empresas aéreas, visto que são regulamentadas e fiscalizadas pela ANAC.

Infelizmente os atrasos começaram logo no primeiro vôo para São Paulo, que mesmo sendo um vôo doméstico, teve problemas. Depois que todos já estavam à bordo, com a aeronave já taxiando, o avião teve que voltar por causa de problemas técnicos. Quando o comandante anunciou que por medidas de segurança teríamos que voltar, teve muita gente arregalando os olhos. Após um atraso de mais de uma hora o avião alçou vôo, junto com as orações silenciosas e sorrateiras dos mais aterrorizados por medo de avião. #eduardo 

Chegamos ao Aeroporto de Guarulhos, onde fizemos conexão para Houston, e só não perdemos o vôo, em virtude do atraso do primeiro, porque este também estava com uma hora de atraso. De qualquer forma nossa chegada foi uma correria, quem conhece o Aeroporto de Guarulhos sabe como é grande. Qualquer deslocamento leva bastante tempo, tivemos que correr boa parte do trajeto acompanhando o funcionário da empresa, pra nós não houve problemas quanto a isso, porque temos preparo físico, mas uma pessoa sem preparo ou idosa teria tido muita dificuldade. Ter pouca bagagem de mão facilita bastante nessas horas, pois além de ser menos peso para carregar, evita a perda durante a correria toda.

Depois de todos os atrasos possíveis, embarcamos para a terra do Tio Sam. Como já eram mais de 22 horas e só chegaríamos em Houston pela manhã, foram servidos jantar (que eu não gostei), sobremesa e café da manhã à bordo.  A empresa ainda forneceu uma manta e um travesseiro para passar a noite. O único inconveniente é a falta de espaço na classe econômica, o que nos fez querer a primeira classe na viagem de volta – quem não quer, né? 😁. O espaço para dormir confortavelmente faz toda diferença. A temperatura fica por volta dos 16°C, então se você acha frio é bom levar algo para se agasalhar. #rhainna 

Durante o vôo, os comissários de bordo entregam aos estrangeiros que irão entrar nos Estados Unidos uma ficha onde você deverá declarar algumas informações – leve uma caneta na bolsa. Dentre outras coisas que eles perguntam, o Tio Sam quer saber quanto dinheiro em espécie você está levando, seja em moeda do seu país ou em dólar.

O assunto envolvendo valores a serem levados para dentro do país, possui alguns detalhes menores que devem ser obedecidos, para saber mais sobre ele clique aqui. #eduardo 

Como já era de se esperar, ao chegar em Houston perdemos a conexão para Miami. Fora o atraso dos voos anteriores, tínhamos que pegar a bagagem despachada, passar pela alfândega, despachar novamente e ainda fazer mais um longo trajeto até o local de embarque. Por este motivo, nossa chegada à Miami que estava prevista para o final da manhã, só aconteceu no início da noite, o que nos chateou um pouco, porque estávamos planejando participar das comemorações de 4th de Julho – Independence Day. 

Como Houston foi a primeira cidade americana a desembarcarmos, passamos pela temida imigração e depois pela alfândega neste aeroporto. Na imigração solicitaram e verificaram nossos passaporte e nos questionaram se viemos a trabalho ou a passeio, onde iríamos ficar e qual a data de retorno para o Brasil. Essa entrevista é um pouco tensa, já que o visto de turismo não é garantia de entrada no país. Mesmo com o visto em mãos, se eles não gostarem da sua cara, não autorizam sua entrada.

Na alfândega entramos em uma fila bem demorada, onde os guardas checaram nossas bagagens, abriram as malas de mão onde colocamos apenas remédios e não pediram para ver as receitas médicas, mesmo havendo remédios injetáveis entre os itens. É prudente sempre trazer as receitas médicas referentes aos remédios trazidos nas bagagens. 

Determinam retirar os sapatos, esvaziar os bolsos, retirar cintos, objetos metálicos e eletrônicos e passamos por um scanner e sustenta aciona o detector e que evitem também acessórios que também tenha que ser retirado. São momentos críticos em que muitos pertences podem ser esquecidos ou perdidos. Vimos alguns americanos viajando com roupas que pareciam pijamas, durante a passagem pela alfândega percebemos o quanto isso facilitou a vida deles. #rhainna

Pequenos detalhes do dia a dia: os banheiros aqui são como na Europa, não possuem cestos de lixo, o papel higiênico e lançado direto no vaso sanitário, o que no Brasil é diferente. As tomadas aqui também são de um padrão diferente do usado na terra Brasilis, mas no próprio aeroporto você consegue comprar um kit de adaptação ou mesmo um carregador de celular com o padrão daqui, mas já alerto que no aeroporto é mais caro, se você puder comprar em outro lugar é melhor. #eduardo 

Chegamos ao Aeroporto de Miami e ao contrário do Aeroporto de Houston, não havia Wi-Fi liberado. Precisávamos de internet para contactar nosso personal concierge. Após várias tentativas, fomos informados que ao chegar de um vôo naquele aeroporto, teríamos direito a 30 minutos de acesso gratuito, porém, ninguém soube nos informar como fazer. Também não havia estabelecimento onde poderíamos utilizar a rede, nem mesmo pagando. Partimos para o uso dos telefones públicos, lemos as informações e utilizei minhas moedas para pagar, porém, apesar de colocar as moedas, o telefone continuava acusando a necessidade do pagamento e eu muito impaciente que sou, coloquei todas as moedas que tinha. Resultado: Não consegui fazer a ligação e o telefone não devolveu minhas moedas. Só depois soube que deve-se colocar uma única moeda do valor da ligação, não várias até completar o valor 😬. Fomos mais uma vez em busca de informações para tentar fazer uma ligação ou mesmo outro lugar que poderíamos usar a internet, nesta hora uma funcionária latina, muito gentilnente e de forma voluntária  nos fez o favor de emprestarnos o celular, só assim pudemos encontramos nosso concierge, que já estava no aeroporto nos procurando e fomos para o hotel.

Welcome to Miami Beach.

Como já havia contado em um post anterior, fechei a hospedagem da primeira semana em Miami pela companhia de viagens CVC, junto com a compra das passagens aéreas e o seguro. Como ainda não havia contratado os serviços de consultoria para a viagem, tinha apenas a intenção de ter um lugar definido inicialmente, para ficar ao chegarmos e só então decidirnos com tempo para onde iríamos depois. 

Fomos para o Lexington Hotel, em Miami Beach. Quando chegamos lá o hotel estava as escuras, sem energia elétrica, sem sistema para fazermos nosso check in e sem elevador para subir para o quarto, imagina carregar um monte de malas quatro andares acima!

Como queríamos no mínimo ver a queima dos fogos de artifício, estávamos com pressa e deixamos as malas na recepção. Precisava também trocar de roupa, pois o calor de Miami já estava mostrando sua cara, para isso tive que usar um sanitário do saguão do hotel para trocar de roupa e rapidamente saímos para a praia a tempo de ver as comemorações ao Independence Day.

Nosso personal concierge,  levantou informações sobre o hotel e disse que haviam recorrentes reclamações de falta de energia e ainda relatos de um inseto conhecido popularmente por aqui como bedbugs, que além de picar as pessoas, causando fortes reações alérgicas, ainda se escondem nas roupas e viram um tipo de praga difícil de eliminar. Isso foi o suficiente para não querermos mais voltar para o lugar e como já haviamos fechado com o concierge o apartamento onde ficaríamos depois da estada neste hotel, ele adiantou a data e fomos direto pra lá. Quando voltamos para buscar nossas malas, cerca de cinco horas depois, o hotel ainda estava sem elevadores e sem sistema de funcionamento, ou seja, a melhor decisão foi sair de lá. Não sabemos se vamos ou não receber o dinheiro de volta. Vamos informar o fato a empresa e ver no que dá.

Vista do Condomínio Maison Grande em Miami Beach.

Eu sou extremamente detalhista para escolher hospedagem, desta vez confiei na CVC e me decepcionei muito. Não recomendo este hotel e nem esta empresa, já que é obrigação dela saber que tipo de hospedagem ela está oferecendo para seus clientes. Mais uma vez, se você pretende vir aos EUA, indico o Douglas Ribeiro – personal concierge da Royal Premier – clique aqui para acessar o Instagram. Ele sim tem compromisso com as indicações que faz, além de dar assistência para todos assuntos relacionados a viagem e sempre com preços justos. #rhainna